quinta-feira, 17 de novembro de 2011




Que saudades que me afoga...
se o vento tenta me trazer
de volta em tão pouco tempo
dessa curta graça me tiram
como se me faltasse um 
órgão vital, o que queres

de mim meu sangue?
o que queres de mim é minha alegria?

se é isso então POR FAVOR não
me deixes afastado do meu bem querer,
que quase chego a surtar ao
ponto de enlouquecer
nessa terra semi-árida, ressequida
de seus costumes ingrimes 
eu reluto por ti.

Thiago Pires
06/08/2011  

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Carisma inter-pessoal



Um dia nada carismático
caçando porem encontrando, sem retenção
de meados a fio, fiquei por um fio,
enrolado, traçado feito um nó de dois pé,
necessário de ate correr mesmo,
de obter a audácia de cativar o 
estranho ruído na noite
escura, com seus passos largos,
adiantados um tanto desregular,
apressado com seus segundos cada 
vez mais curtos, enfim na 
retirada podendo repousar
dormindo em paz
com seu coração na mão.

Thiago Pires
10/08/2011




Contudo estou na esfera como uma fera,
sem medo que o estouro
eventual esteja tão perto e não
incerto, o que me plaina deixa-me
concentrado, isso que quero estar como
se tudo em minha volta esteja por um lado 
até meio desregular porem aceito de ambos
os lados meus pensamentos enfim concretos
por mim.


Thiago Pires 
13/11/2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011





Nesse lugar onde o vento
fuma mais que eu, procuro 
entender mas achando a resposta
que é preciso mais ou menos de tempo 
para captar o que desses novos ares
podem me trazer se é um pouco
dessa beleza oculta quase que
imperceptível, porem
lá ela está, com suas ondas
abraçando fortemente os grãos
varridos na areia do tempo,
nesse meio fio de um horizonte
sem fim, o mar caminha ao encontro
do céu o beijando suavemente,
com tudo permaneço,
mas só onde posso, mesmo
sendo minha área de conforto
eu desapego.

Thiago Pires
05/08/2011 

Agridoce




Se me falta a falta
resguardo nas lágrimas que já 
passaram, reconhecendo o novo
que a por vim, destilando dos bons
momentos ressentidos da beleza da cidade
morta em que um dia vivi, o que será 
que a por vim? onde o etílico 
que corria severamente aqui
se repousa sem persuadir,
mas ao caso posso desfrutar
se de todo fruto que à presente
é da mera fruta
que de agridoce não possa
contrair para que sirva para me descontrair.


04/08/2011
Thiago Pires.

Desvairar



Seria essa a palavra que nos leva
a girar em torno de nos?
um tolo sim seria, se por um 
acaso mantivesse preso dentro de si,
sem tentar agarrar
a insana manobra de desvairar,
o que não é a vida se não pra viver?
explorando cada momento
mesmo se por alguns momentos
não pareça apropriado
levamos em conta o que daria para fazer,
em mentes como tais sobre espaços imagens,
retratadas em cortes ou pela súbita vontade de
expandir nossos horizontes.



Thiago Pires.

sexta-feira, 4 de março de 2011



É tudo de um pouco,
se nada for o bastante,
não é preciso que sobre
o sorriso, pois é o que
há de mais abundância,
desperdiçado o dinheiro no palheiro,
fito todos os pandemônios
neste fuzuê de inflorescencias,
repartilhar todo hélio para
as pressas ir de encontro
com a inércia inépcia,
enquanto a marujada
se afoga em goles monstruosos,
abrange os gritos de uma
velha surda, o que será
que ela diz quando fala
da vontade dos homens
de destruindo pelo prazer tragados
dos potes de mel, seria sina,
mas não lhe resta nada a fazer aqui,
nesta terra de ninguém, que por onde
se olha, qualquer lugar
casas de séculos e pedras
tortas para se caminhar,
será pedir de mais?
nada para nada,
remédios que já não torturam mais,
querer mais que borroes no escuro,
sem deixar escapar aquela vontade de viver,
sem deixar de viver aquela vontade de escapar.


Thiago Pires
26/02/2011.