terça-feira, 23 de novembro de 2010

Palhaço Pirata


Num luar praieiro
vi um palhaço descalço,
sem graça e de
malabarismo fracassado
plantava bananeiras tortas,
esse palhaço
de comédias tolas
prendido dentro
do espelho invisível
nessa incoerência
o palhaço chorava
tentava transformar a agua em vinho
deitava no tapete da solidão
e acordava nas saldades
com aquela ressaca
esse palhaço pirata
desenhava o imaginário
de contos de amores
divididos
contando o que achava o que não era
achava fácil mandar as balas de canhão
estourar o que não tinha
conquistar vitórias perdidas
esse palhaço não era eu.



Thiago Pires

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cevada



Esses sabores, que degustam minha boca,
que são em sua salobra tão convidativas.
Faz escorrer de delicias num rio
em cima das costas o mundo 
das maravilhas,
nos permitindo flutuar
sob essa nuvem de
pétalas de flores 
de todas as cores,
aflorando nossos 
mais remotos instintos,
nos fazendo prosear 
sobre fantasias gostosas,
nas constâncias sem ''birra'',
um dia a lucrar de tão
sedenta saliva-me 
em seu ardor,
de fazer desejar todo
seu mais surreal prazer,
fazendo do seu, o nosso.. 
e por assim ser,
existimos na mais rara sintonia nas entrelinhas
onde acontece nossa pomposa troca de conhecimento.
Loucura não imaginar
imaginando,
pedimos o sabor sem virgula no alge das brilhantes
cevadas.

Andrea Kirkovits.
Thiago Pires.


Magia verde


Um lugar de mais amores
de menos ao contrario,
de desejos carnais e diferentes belezas
foca no subjectivo em cima das raras
luzes.
Eles não sabem reconhecer o novo
e por devante foge dos novos
princípios de encantos de magias verde,
as meadas de ruas tortas
guarda o sentimentos quebrados e os
segredos mais profundos
que confundem a alma o desejo
e a sociedade hipócrita que julga a felicidade
sobre factores modernos
porque a evolução é limitada
porem nada que uma abdusao não resolva
uma lavagem celebre
de verdades sinceras
no meu intenso saber.

Thiago Pires.
Eduardo Fraguas.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Pedaços de orgulho

Pensei que meus
acertos estivessem errados,
senti minhas asas sem poder voar,
percebi o grão de areia que  caiu nos meus olhos
sem ardor, flutuei debaixo das incandescentes
cores de marfim,
fugi para um porto inseguro,
me despedacei em pedaços de orgulho,
insuficiente pensar
nas tardes de outrora
no amanhecer que o sol se esconde com a
peneira em face,
em cima da burguesa maresia
se alforia nos labirintos de juras
de flores perdidas.

Thiago Pires

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Bifácico


Tudo a declarar
Em soma a isso várias facetas a me expor
Sem impor de baixo do tapete todas as regras partidas
Não há mal algum se não foi até você
Os respingos de limão que caía no meu corte
Nem ao menos tentaram falar
Mas era sem tempo como se vedasse minha alma na gaiola de livros surdos
Rostos farçantes.. Rosto sem gosto..
Suficientemente bem exposto no esboço dos outros
Aquela velha falta de sintonia
Aquela nova arte de encantar vazia.

 
Thiago Pires

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Alá foda-se




Se tudo for um grande foda-se,
alá foda-se,
vai grande pessoa que manda pro mundo de migalhas,
texto de vários verbos perdidos,
abstrai e ponto,
inferno astral,
asas quebradas da santa em fúria,
nos remendos de sua boca,
corta-me sem saciar de vontade lúcida
mas não me venha com sua telepatia
os olhares que já não se cruzam mais
como num tempo perdido
não convém.
foge para o ponto de partida,
mas em meus desvarios
me lança sobre o muro
se a moeda é alta
não é preciso que seja caro
somente gosto sincero do amor.


Thiago Pires.




terça-feira, 2 de novembro de 2010

Besteira Marcial


queria um bom motivo,
mas as risadas
não me convém,
para aplicar
nas taças vazias
aquele tom de mais apurado,
se eu crio, ignoro,
uma abertura no globo,
pondo as cartas em jogo,
se o motivo é selado
então qual era o plano?
jogar tudo pelo ralo?
chega até ser festa na floresta,
a balada dos índios,
assim será!
como o rei brincando de bobo da corte,
não será tão volátil sua perspicácia
que escorre em sua audácia
cuidado para não morrer na sua própria saliva
derretente de alucinação
chega de besteira isso não é um confuso
articulador marcial
só a maneira simples de perceber o lado fora do espelho
que nem tudo se resume a flores,
se os espinhos que lhe trago
sãos as melhores maneiras de lhe fazer feliz.


Thiago Pires