terça-feira, 26 de outubro de 2010

Livro de cortesias

Nunca respirei dentro do quadro,
que isolado na volúpia das florescente cores
do teto de neblina,
escorria-me pelo seco ar,
quase cegava de dores,
mas nas suas corridas
contra o vento,
em sua impulsividade,
larga do apenas e abraça o constante,
nas pérolas dizimais surreal
e coisa e tal,
pega a velha maça
e se sacia de cínico,
como num charme de disser não,
e assuviar pro vento do norte das baguilhas de trouxa,
avulsiva
nada como usar o controle
e mudar de canal,
ver um filme policial
ausência de remorso
se atinge de satisfação de seu mundo próprio
amola seu ego
na ansiedade de desconsiderar o próximo
 da lista do livro de cortesias.


Thiago Pires

sábado, 23 de outubro de 2010

Blasé


Se quando amanhecer,
num dia de amargura,
olhar para o lado
oposto da cama
e lá estiver vazio,
me vem exclamações de
blasé, como?onde?quem falou?
o que afinal foi mesmo, ou nem ao menos
saiu de partida.
Sem ao menos deixar o bilhete que ficava
em cima da cabeceira, me restou
juntar os cacos da fotografia ao
chão que ali respirava na euforia do luar,
deitado na confusa grama miada,
enduendando na
cortez invalida, sem reações adversas,
o narcisismo que subia de
tamanha volúpia,
se desmanchou na poeira dos tempos,
olhando por cima
enxergando o piso
molhado de planto
perdido debruçado nos lençóis
virado de um lado pro outro
sem cair ao chão,
indo no lugar mais perto
sem poder usufruir
da cama mais larga,
da cama de dois,
porém na cama calma.


Thiago Pires

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Minerva


Será que no cair da chuva
Vem-me como poeira em alto mar?
Floresce minha libido,
Me fala sem alma a tocar,
Canta sem esgar,
Numa simplória onda sonora a se aventurar,
Nulo no beco escuro,
Vendado somente no olfato,
A procurar parado,
Inútil pensar no andar, se sua sombra paira na
Poça e reflete seu balançar na tranqüila serena
Tempestade acida,
Se perder em seu ar meticuloso
Lavado com lama vermelha,
Que estremece o seu consciente
Estando sonhando acordado
E quando acordado estando dormindo
Fragmentos versáteis ao pestanejar
Passando pelo seixo de águas claras,
Encantado de reboliço como se
O mundo partisse da ignorância que
Confundi e não sabe o que quer de tão quanto distante
De encontrar numa existência?
Abrir a janela para ver o mundo ao redor
Como num abalo pela asa
Que no sul me faz o ar em movimento
Que abre o meu abrigo
Nessa fuga sem sentindo,
Pela historia de minerva
E suas celebrações de contentamento de seus ofícios
Levando a vida que se pede,
Para encontrar um motivo
A cada gota que me vem a molhar
E levantar minhas pálpebras,
Sem medo de ser a ultima vez
De ter chegado ao final.




Thiago Pires.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Palavras sem letras.



Parecia que eu estava escrevendo palavras sem letras,
De uma abstração impossível,
e mais uma vez,
Como se parece no tempo por querer,
E talvez não entenda ou apenas
Se da o luxo de desentender,
Voam em seus confusos devaneios,
Como se estivesse fugindo pela saída de desprezo.


Aquela folha que caia em meu sonho,
Foi a ultima folha da arvore seca,
Que se tombou no limpo
de gosto que me desça das asas das abelhas na primavera,
Ardia como uma pele tatuada,
Um abrigo de armadilhas
Em suas parodias alucinantes,
Nada engraçado,
Engraçado era a mera percepção das coisas,
Quando acordar perceberá,
Que às vezes o adeus seja o único jeito
De olhar o que passou despercebido,
porque não à diferença
No papel que representamos aqui,
Se a meada das caminhadas
Os pedregulhos sempre me tropeçavam,
Fazia-me cair varias vezes no mesmo lugar,
Joguei fora essa pedra
No mar onde as profundezas
Nunca avistaram o tão raso de você.




Thiago Pires.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Gotas de Papel

Tomo gotas de papel, sentado na esquina da rua sem fim,
do outro lado um caboclo encostado,
pensando linhas,
queimando seus livros que já sabia,
e o que restou foi olhar por cima do muro,
somente via o que ali não havia,
lhe batia um algo muito maior,
subia em Marte e parava em Vénus,
louca cidadã de Vénus,
não sabe que já não sou seu amigo?
não fique mostrando seus antigos,
nem falando deles,
esses contos de fadas já se foram,
pois para mim vem como história científica,
onde constrói a andróide sem sentimentos,
passando a página como se fosse um livro qualquer,
editando e programando,
agora me fale onde você deixou sua peça mais importante,
não falo do seu controle remoto,
se o lado esquerdo do seu peito é vazio.


Thiago Pires.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Deixa eu te continuar...

Deixa eu te continuar

Acaso resolver-te trazer a minha vida,
família que me faltava, um brother
acaso te tornar um amigo, irmão
te abro meu mundo, te mostro sonhos
recebo-te.

Deixa eu te continuar...
brother de várias loucuras,
nosso mundo de vários devaneios,
em seu pouso,
cá estamos, proseando
ao nosso ponto de vista.

Nosso conhecimento profundo
sobre sofrimentos alheios,
conselhos amorosos e experiências de vidas
cá estamos alegres e sofrendo,
sofrendo...
sofrendo...
Mas não sofrendo,
risos do sofrimentos,
sátiras,
sofrimentos só lhe digo adeus,
me diz se for voltar
que te mando lá pra dentro do poço,
pois o que extingue é nossa força de viver,
viver para nunca mais sofrer
amigo meu caro amigo.

Alexandre Dias.
Thiago Pires.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Tá muito real

 Tá muito real.

Um lugar de mais de cor
de menos ao contrario
enquanto dentre os da calma
meu amigo e as passeatas
calculadas em seus movimentos
alienados
capiturando cada verde
que ha ao seu redor.

No entanto toda vida é demanda
muito mais sem jogo apronta e se
chega até nos
antigos casos de amor arrastando
por entreavante
de longas meadas
particulamente revogam todo o mesmo
revertendo andanças
masmorras de punhais.

Thiago Pires.
Plínio Tomaz Secanechia.