sábado, 9 de outubro de 2010

Contraditória


Perplexo,
junto ao pouso, ascendo o incenso
cheiro doce, acho que é da flor.
minha cara aqui não está,
sei que não se foi,
o que quer de mim?
meu sangue!?
sei que não é de meu pudor,
somos como crianças
correndo e caindo
nossa brincadeira de quente e frio,
tão articulada em seus sentimentos
deixa de bobeira minha cara!
o seu timbre guiando em seus passos largos
um simples atender para tudo se resolver
não foi de propósito,
eu não te ver, te vendo
não faça biquinho
meu bem,
os meus braços estão apostos
a te esperar,
como antes nós, como antes depois
como pode ser agora e sempre
as pequenas coisas
que tenho pra lhe dizer
podem até parecer grandes,
seus olhos vermelhos
me vem,
se ando meio desligado
me plugue,
danada metódica contraditória senhora, 
segure minha mão,
que iremos onde o horizonte à de mais bonito em você.

Thiago Pires.

Pequena sonhadora



Dentre tantas outras,
você é a que eu mais amo,
me faz esquecer daquelas tempestades.

Indaga minha alegria,
apura minha afasia,
acentua meu paladar,
chego as vezes ate bocejar,

Mas você para pra pensar,
fico a vontade ao seu lado,
minha produtora de mentes crescidas,
uma libertação de tal glória.

Sinto o mel em meus lábios,
seca minha boca
de Tão fina e requentada,
floresce em seus lugares imaginários,
interajo com suas paisagens,
e os pequeninos da floresta
fazem um som pesado para nos acalmar.

Eles tentam te constringir
até mesmo jogar você na fogueira
como se fosse uma bruxa
você é tão dócil
não prejudica ninguém
''Temem Há sua Coragem''
minha pequena sonhadora.

Thiago Pires

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ápice.

Ápice.

velhos fortes,
jovens fracos,
a vida do marinheiro,
que cavalga esses mares,
os domando notavelmente com
sua fúria de alma vivida.

Em seu deleito junto
da cabeceira, olhado
para imensidão,
mas o que basta
se em seu olhar,
a brisa lhe bate,
a fumaça da neblina
aborta toda vontade
de não rir.

Não rir dessa realidade que
me parece tão irónica.
Será que meu amigo também escuta essa
essa voz da vida berrando tão sarcasticamente,
isso tudo, bem na nossa frente!?
E mais,será essa realidade como vemos mesmo?

Talvez, se no ápice da noite
venha como de retalho,
de calhão,
de olhar no vigia,
que traz em seu rosto
o sarcasmo que lhe
antes trazia fisgadas de amor,
mas agora, somente e apenas por horas,
não sei, talvez até anos,
como a pequena de asas nos pés,
que sempre acredita que tempestades com
chuvas ácidas assim, como a saliva que corrói,
tempestades como essas, Ela acredita que podem passar.


Thiago Pires.
Andrea Kirkovits.

Chame o Táxi 24horas

Chame o táxi 24horas

As coisas que nao constam no dicionário
eu fiz para você,
tentei rir,
uma festa boba em meus ouvidos
nao me abalam mais
se quiseres partir
partirá
se quiseres fugir
fugirá
se queres algo a mais
estarei na esquina
perto da dama que me faz rir
embora tudo que hà seja amizade
nao sei
nao é so um pedido
quanto voce me ama de me fazer cair?!
quanto voce me ama de me fazer rir?
de me fazer contentar
o teimoso rapaz e a marrenta menina
chame o taxi 24horas
esse filme ta repetido
e hoje eu sei porque!
demorou
segure minha mao,
minha marrenta
minha cara
o taxi chegou:
senhor nos leve
ao hospital psiquiátrico
um choque de impacto
em duas doses
a cada dia
ate cada seçao de
tom pejorativo
e eu estou atento
tragando meus sordidos pensamentos
para te lapidar.


Thiago Pires.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sitzen!

Difícil entender,
ou apenas
explicar
ou nao!
um fonema esclarece
sua existencia de estar aqui
sitzen!!!
as coisas certas
reservadas
nao ficar em cima do muro
a simplícia constante exatidão
deletando as falsas licenças
nao firmam em si
prescisaria um lavagem cerebral
agora pode comer as palavras
de convicçao
repelem
de tal fúria e conhecimento
mas de ternura
pessoa valente
mas não de terrível
convivel.

Thiago Pires.

Segure essa calma

Segure essa calma




Corte um fio
Da rede
Que segura
E cede,
Sedosa sina
Acende,
Ascende,
Transluz
No enquanto,
O embalo da rede nos levar
Segure essa calma
O seu ponto de sentido
Já está fixando num si
Nu se de talvez,
Num se que dá a chance outra vez!
No ápice da abstração,
Cara, máscara, confusão!
Fecha a cortina
Que se fez do fio
Que tece vividez!
Como inconstante
Visto
Vestido
De
Silêncio,
Calado, na vistosa lucidez.
A espera que a rede
Volte para acordar
E o simplório desesperador
Dormir.

Thiago Pires
Plínio Tomaz Secanechia

A Dama e o Cavaleiro

A Dama e o Cavaleiro


Olá! Dama que me faz rir,
Porque esta tão séria?
Não fui infame
Apenas meia hora pra você entender...
Que o que aconteceu,
Na verdade,
O mundo não está ao contrário
Só te mostrando
Que não dá pra segurar
Dois pássaros na mão
Que acabam fugindo
Escolher
Escolher...
Um capricho
Algo maçante
Desculpe se infringi no seu pensar
Dama de prata que se afugenta
Que afugenta
Apodera-se de que lhe acha de direito
Qual o produto de sua lista agora?
Eu não consigo ver o que você transpareça
Se gritar for a solução grite!
É difícil mesmo saber
Ir afundo de você
Quero muito entender sua filosofia de vida
Dama de fúria e graça
Dama não me abandone o
Cavaleiro te acompanha sempre
Minha grande pequena molinete,
Falaram para você moldurar
A palavra atônita
Mas não se distancie da criatura
Retire toda sua amargura
Mas seu timbre nunca fica magoado
Amolado
Afiado
Indutora
Já se passaram meia hora
E o som da buzina faz
‘’Bibi’’
E nossa hora de ir
A Dama e o Cavaleiro
Atravesam a rua
E lá está!
Isóscele um triângulo que tem seus lados iguais
Todos nossos lados iguais
Que nos levam ao nosso estandarte final.


Thiago Pires

7/11
03:31 am